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O Violino


Tua voz tão doce me contenta tanto
Quando és tocado delicadamente
E ao presenciar demasiado encanto
Fecho meus olhos e desligo minha mente.

És capaz de eliminar todo pranto
Da alma que se apresenta tão carente,
Tão triste, isolada em teu recanto,
Tua melodia nos alegra facilmente.

Cada corda fina que se dedilha,
O meu coração sofrido de emoção
Sente alegria e se maravilha.

Teus sons me guiam pela longa trilha
E os meus sentimentos se transformarão
Numa esperança que volta e brilha.

Autora: Nathália Batelli

CUPIDO E PSIQUE

Característica viva composta
Com gigantescas curvas culturais
Aprecio buscando clara resposta
Percebo curvaturas naturais


Curvas humanas sobrenaturais
Quem dera fosse uma imagem proposta
De tal modo, que a imagem imposta
Trama viva dos corpos imorais


Não se mostre indiferente a figura
Arte pura presente num aconchego
Imagem de força e pura alvura


Cupido grego num grande sossego,
De um castigo a imagem fica nua,
Na forma se disfarce em desapego















TEMÁTICA

O SONETO TRATA-SE DE UMA OBRA CHAMADA CÚPIDO E PSIQUE (ANTÔNIO CANOVA ).BASEADA EM ALBERTO DE OLIVEIRA. TANTO NO DESCRITIVISMO QUANTO NA BUSCA PELA PERFEIÇÃO FORMAL, O SONETO POR CARACTERÍSTICA PRÓPRIA TEM COMO OBJETIVO INFLUENCIAR O LEITOR TRATANDO AS DIRETRIZES DA OBRA DE MODO NATURAL.
O SONETO, POR SUA VEZ, NÃO DEMONSTRA UM GRANDE SENTIMENTALISMO, POIS SE TRATA DE UM MOVIMENTO PARNASIANO. É UM SONETO DECASSÍLABO E É CONSTITUÍDO, POR SUA MAIORIA, DE RIMAS RICAS (ABABBAABCDCDCD).
SOBRE A OBRA: A NARRATIVA MITOLÓGICA, TRADUZIDA EM MÁRMORE POR ANTÔNIO CANOVA, TRAZ UMA MENSAGEM DE AMOR E VIDA ETERNA, SOFRIMENTO E PERDÃO, EMBORA O CONJUNTO DA OBRA OFEREÇA, AINDA, UMA FORTE CARGA ERÓTICA.


                                                                                                  Kaic Fachinetti e Matheus Couto









O Grito Não Intermitente

Foto com direitos autorais.


A ponte de pinceladas aflitas,
O céu de insólitas cores quentes,
Tinta fresca em força bruta,
A existência pela tristeza disjunta,

A sina enfadonhamente traçada,
Corre como curso d’água indomada,
Observai! É vida que segue...
A inquietação e o remanso entregue,

Alçado ao auge do desvario,
Em esplendor a obra revela-se,
O tormento deveras bravio,

O grito não intermitente,
Eternizado e atemporal,

Álgida alma à obra pertence. 

Autora(as): Nathasha Kirdeikas e Giovanna Dias

A Casa Colorida

Foto com direitos autorais.
Naquela esquina toda altiva
Bem bonita e colorida
Cheia de luz, vida e alegria
Está a formosa casa antiga

Aquela casa tão cheia de vida
Com  lindo jardim de margaridas
Com todas as luzes nas lamparinas
Reluzia muito amor e alegria

A casa de tijolos coloridos
Com um quintal todo ensolarado
Brincavam animais animados

A casa de tijolos coloridos
Tem muitos risos de alegria
Tem também amor e harmonia.

Autoras: Maelly Marques e Beatriz Salviano.

A natureza persistente



Abro a janela e me espanto
Vejo um mundo horrível lá fora
Se desmantelando com seu encanto
Meu desejo é ver a aurora

Apenas sobrou uma microflora
Pedimos ajuda a algum santo?
Não deixeis tudo para outrora
Deem graças ao aburguesamento

Aquela natureza abundante
Composta totalmente de diamante
Nossos sorrisos não serão brilhantes

Promessas haverão de serem cumpridas
Uma luz irá brilhar no horizonte
Antes dos últimos dias vividos.

Autor(es): Guilherme Vaccani, Rafael Antonio

A Vida

Vejo o dia passar lentamente por aqui
As pessoas se trombam e sequer se olham
E este é o motivo de não te ver daqui
Todos só pensam no quarto trabalham

Espero que o tempo não seja braqui
E jamais te detenham ou entretenham
Pois te vi ir e vir, meu pequeno Colibri
Desejo então que novos amores equivalham

Ah, se tu soubesse como dói
Não se entregaria a qualquer alguém
Mas mesmo assim, quero ser teu herói

Sem querer ser melhor que ninguém, meu bem
Sem sentir aquilo que me corrói
Sem lembrar que você já tem alguém.

Autor(es): Gustavo C., Luccas M., Gabriel O., Leonardo P., Daniel B.

Escuta a canção


Chegou de repente, despertando
Vem, cantando suavemente
E assim quem está escutando
Vê a doce inocência de voar livremente.

Como algo tão pequeno está a florar?
Tudo continua evoluindo
Tudo prova, e esta a renovar
Escuta a canção que vem vindo.

Pequeno, azul, e bico preto
Um pássaro que esta a nascer
Trazendo vida a este soneto.

Expondo brilho de forma esplêndida
Com harmonia que podemos ver
A partida grandiosa levando vida.
                                                       




Autor: Melissa Pereira

Os Prazeres do Celular

Belo presente, aquele celular
Tem um brilho resplandecente
É preto como a noite simplesmente
Chega ser mais rápido que a gente

Feito sobre o gosto refinado 
Criado por um artista desorientado 
Entre telas e câmeras testou
E a sua obra prima por fim consagrou

Talvez compensou seu sofrimento
Construindo suas grandiosas invenções 
Que conquistaria muitos corações

Celular apenas aparelho 
Ou simplesmente um grande modelo
Que marcou nossa geração e seu coração


Autores: Vinícius Gomes e Ingrid Filipe


A Juventude

Para a nossa juventude as experiências começam cedo
E as mães com preocupação morrem com medo
Tudo que não presta o mundo te oferece
E a juventude sem base familiar, o fraco cede.

A drogas, a bebidas, a festas e a prostituição.
Estão sempre ali para estender-lhe a mão
Fácil é você estar envolvido nesta nossa vida
O que é difícil é encontrar ajuda para sair desta vida

Jovem tem diversos sentimentos
Jovem tem diversas emoções
Jovem tem garra e dedicação

Jovem tem medos e angústia
Acham que estão bem, mas estão na verdade mal.
Jovem não passa de crianças que se acham o maioral

Autor(es): Brunno Araruna Amaral, Giovanni Tardiolli

Vento Motorizado




Quando aproxima-se resplandecente,
Flamejando acima dos altos ares,
Ergue-se a brisa repentinamente
Refrescando o ardor maçante das tardes.

E nos seus movimentos circulares,
Observa-se um tal frescor envolvente
Desse fino artista que molda os ares
Oh! Brisa, tão suave, mas valente!

Que talento! Treinado em seu ofício,
Seja novato ou até os mais antigos,
Contentou a todos, sem sacrifício.

Assim prossegue intrépido e fluído,
Por evitar porventura o início
De um incessante derramar de pingos.

Autor(es): Gustavo Borges Carvalho e Fábio Yoshikawa